Depois de uma doação desastrada, Barão morreu de complicações pulmonares sem assistência veterinária porque a família adotante nem mesmo nos telefonou para avisar da doença ou da morte.
Quando o fomos visitar, soubemos da notícia.
Daí foi tratar de tirar Plebeu de lá e a Liège conseguiu um lugar bacana para o Plebeu, que perdeu seu companheiro, segue aposentado e muito preocupado que a chuva garanta sempre um pasto fresquinho.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Adotar dois Amigões


Barão e Plebeu são dois cavalos que vivem em um sítio na Grande Porto Alegre. Eles estão para adoção desde que o sítio ficou sem caseiro. Há uma pessoa que lhes leva a ração de complemento diariamente, mas o medo de que sejam roubados é a razão principal dessa adoção. Também o fato de que eles vivem muito sós durante a semana e são muito carentes de afeto e companhia.
Barão foi cavalo de corrida, até que as químicas e o esforço exigido trouxeram problemas as juntas das mãos e ele foi descartado. Plebeu pertencia a carroceiros e chegou a um estado tão deplorável que os fiscais o apreenderam e, depois de um período de descanso, foi a leilão. Arriscou-se a voltar para carroceiros que comparecem a estes leilões para retomar os cavalos. Nós impedimos que isso acontecesse com ele (aliás, num leilão memorável em que nenhum dos cavalos voltou para carroceiros).
Embora com personalidades distintas, os dois se dão bem.
Para essa doação, o fundamental é que eles não voltem a trabalhar. O futuro adotante precisa concordar que os animais não foram feitos para servir os humanos e que têm direito a viver da forma mais próxima à sua natureza possível. Se eles não podem voltar a viver livres, em manadas, correndo as planícies, tampouco devem ser mal tratados, trabalhar, ser montados ou puxar carroça.
Quem os adotar estará levando para seu sítio dois amigões, que só querem viver tranqüilamente. Eles precisam de boa extensão de terra com pasto, no mínimo um hectare para cada um. E também estão acostumados a ganhar milho e ração de complemento.
Quem se interessar em adotá-los, faça contato com o e-mail nazareth.agra@gmail.com
Convivência próxima


Barão não pode ver uma rodinha sem participar. Se lhe oferecem chimarrão, como bom gaúcho, aceita. O problema do Barão, aliás, é este: ele aceita tudo o que lhe oferecem. A gente tem que cuidar para ele não ficar comendo besteiras.
Bom, como todo cavalo, pastar é seu ideal de vida. E é o que ele faz mais ou menos 22 horas por dia. Digamos que as duas horas restantes ele divide entre o papo cabeça (na real cabeção) e um breve soninho. Um dia tentei pintar uma parede externa da casa, mas não pude continuar porque o lugar que ele escolheu para cochilo era o meu ombro. Daí que para subir o pincel precisava fazer uma força extra, e achei melhor transferir minha obra para um momento em que o Barão tivesse outra ocupação.
Plebeu
Plebeu viveu a vida que nenhum cavalo pediu a deus. O fim de sua carreira de trabalho foi sob o jugo de um carroceiro. O sofrimento foi tão absurdo que um dia foi recolhido em razão dos maus tratos e encaminhado para tratamento pela Prefeitura. Depois de três meses livre do carroceiro, começou a se recuperar e foi a leilão. Nossa intenção neste leilão era impedir que depois de tudo o que passam, os cavalos voltassem a ser comprados por carroceiros e isso quase aconteceu com o Plebeu. Não suportanto a idéia, nós fomos até o fim e ficamos com ele.
Depois disso, ele melhorou muito. Hoje está saudável e bem nutrido, além de ser muito lindo. Tem botinhas e cabelos pretos, que contrastam com sua cor de cuia. Não é tão abusado como o Barão, fica mais na dele, mas é super manso com humanos. Incrível que o seja depois de tudo o que passou. Mas a natureza animal é de fato muito superior e Plebeu perdoou a espécie humana. Talvez também porque conheceu por último um pouco mais de consideração.
(A foto abaixo é do dia do leilão da EPTC)
Depois disso, ele melhorou muito. Hoje está saudável e bem nutrido, além de ser muito lindo. Tem botinhas e cabelos pretos, que contrastam com sua cor de cuia. Não é tão abusado como o Barão, fica mais na dele, mas é super manso com humanos. Incrível que o seja depois de tudo o que passou. Mas a natureza animal é de fato muito superior e Plebeu perdoou a espécie humana. Talvez também porque conheceu por último um pouco mais de consideração.
(A foto abaixo é do dia do leilão da EPTC)
Seqüelas
hora da comida

Barão e Plebeu estão sempre próximos um do outro. Cavalo gosta de companhia eqüina também. São animais de matilha e a amizade faz parte de sua forma de ser. O que não significa que não haja competição e rusgas (até mordidas, quando se trata de disputar o milho). Como o Plebeu é mais esperto e competitivo (claro, porque passou muito mais fome e maus tratos), ele fica bem brabinho na hora de comer. Por isso, o complemento é dado em separado e com supervisão para os meninos não brigarem pelo rango.
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